Outras referências musicais! Playlist: AMOR/VIVER/ANCESTRAL

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Oi, gente! Tudo bem com vocês? Eu espero que sim!

Nada melhor para atualizar nossa conversa do que compartilhar com vocês as canções que venho escutando. Música é parte fundamental do meu dia-a-dia: me salva da agonia nos busus, me ajuda a ficar viajando no mundo da lua, a manter os pés no chão… E tanto tempo passou desde nossa última playlist, que há muito assunto para a gente tratar.

Sugestão: Escute a playlist enquanto lê o post. 😉

Um desses assuntos é que nossas histórias não partem necessariamente da dor. Como apareceu na crônica passada que publiquei aqui, tenho pensado bastante sobre a presença do amor na vida de pessoas como eu, pessoas negras, sobretudo mulheres. Sem sombra de dúvidas somos diversas, mas em alguma medida a maioria de nós conhece uma narrativa que sempre nos marca partindo da colonização, da escravização, da pobreza. E por mais que saber e lembrar desses fatos, tão ignorados numa sociedade que se mantém racista como a brasileira, seja primordial, conhecer outros pontos de vista sobre essa mesma narrativa faz parte para que possamos bem-viver.

Isso nos leva ao segundo pensamento: preciso aprender a viver plenamente. Que a vida é corrida nós já sabemos, mas tem uma hora que a gente adoece, mental e fisicamente, se levar tudo a toque de caixa. Eu sou esse serumaninho, mas de tanto ficar arriada por não saber respeitar meu corpo estou reavaliando e readaptando a forma que me enxergo. Pode parecer besteira, mas sabe o que me fez dar um basta? Uma cólica pesadona! Apesar de ser uma pessoa com útero e que menstrua mensalmente, nem sempre tenho cólicas, mas há pouco tempo fiquei uma noite inteira acordada por conta de uma dor. Foi aí que eu me dei conta dessa parte de mim, que eu ignoro tanto devido às obrigações. E logo depois de como os hormônios influenciam no jeito que me relaciono com os afazeres. Agora estou numa saga de entender a ginecologia autônoma (assunto para outra conversa) e fazer valer o tal do bem-viver.

Onde eu aprendi sobre bem-viver: Manifesto da Marcha das Mulheres Negras de 2015.

E por último e que conecta todo essa devaneio de minha parte está na vontade de querer aprender a honrar meus ancestrais. Já iniciei esse debate aqui e pretendo continuar compartilhando o que isso significa em minha vida. “Mas criatura, você não se cansa de falar sobre racismo, machismo..?” Ô se canso! Mas ainda se faz necessário para mim e sei que tenho a vida que levo devo bastante a pessoas que vieram antes de mim. Por isso quero aprender com elas, respeitando aquilo que construíram para todos nós.

Sei que há muitas entrelinhas nessa discussão, mas as músicas ajudam a preencher algumas delas. Continuaremos a pensar sobre isso tudo – e um pouco mais! Acompanhe o Maia Vox pelas redes sociais. Até logo! 😉

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*Imagem de destaque: corte do clipe “Make me feel” de Janelle Monaé.

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